Open/Close Menu Sinam Itu - Sistema Nacional de Atendimento Médico não é um Plano de Saúde. Trata-se de um projeto alternativo para atendimento à saúde da população brasileira, criado pela Associação Médica Brasileira. O princípio básico do sistema é o pagamento direto do usuário ao prestador de serviços, sem intermediários, em valores referenciados na Lista de Procedimentos Médicos da AMB (LPM) – Edição que estiver em vigor. Não há cobrança de mensalidade ou anuidade. Qualquer cidadão pode participar do SINAM , não havendo restrições por idade ou doenças pré-existentes. Ao se cadastrar no SINAM, o usuário recebe Cartões de Identificação, para si e para seus dependentes e adquire um Manual Informativo. Quando precisar de atendimento médico, basta escolher entre os prestadores de serviços cadastrados, o profissional de sua preferência, pagando no ato da consulta médica o valor referenciado na LPM da AMB para a consulta médica. Caso necessite de exames, basta consultar no Manual o laboratóri o ou clínica especializada de sua preferência, pagando a eles pelos exames, também de acordo com os valores previstos na LPM, cujos preços são menores que os praticados pelo atendimento particular. Além dos médicos, clínica am do outras categorias profissionais da área da saúde que são dentistas, psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Para estes profissionais o firmou protocolo com os respectivos órgãos de classe, no sentido da utilização de um referencial de honorários bem acessível. O SINAM proporciona interligação dentro do sistema, com diversas especialidades (clínicas, diagnose e terapia), segundo os mesmos princípios, facilitando o tratamento e diminuindo os custos. Em todo território nacional, o usuário do SINAM pode contar com ampla rede de serviços médicos especializados e de outras categorias profissionais. Portanto, quando viajar leve consigo o Cartão de Identificação do SINAM . Para saber quais os serviços médicos fora do seu estado de origem, ligue para a Central de Atendimento Sinam.
paracetamol-usado-durante-a-gestacao-pode-estar-relacionado-a-problemas-de-comportamento-na-infancia-1

Para examinar as associações entre problemas comportamentais na prole e (1) o uso materno do acetaminofeno (paracetamol) durante o pré-natal, (2) o uso materno de acetaminofeno no período pós-parto e (3) o uso de acetaminofeno pelo parceiro, foi realizado um estudo conhecido como Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC).

De fevereiro de 2015 a março de 2016, foram coletados e analisados dados do estudo ALSPAC, uma coorteprospectiva de nascimentos, incluindo 7.796 mães inscritas nesta pesquisa, entre 1991 e 1992, juntamente com seus filhos e parceiros. O uso de acetaminofeno foi avaliado por preenchimento de questionário na 18ª e 32ª semanas de gravidez e quando a criança tinha 61 meses de vida.

Os principais resultados e medidas foram os relatos maternos de problemas comportamentais, utilizando o questionário Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) quando as crianças tinham 7 anos de idade. Estimou-se as taxas de risco (RR) para problemas comportamentais em crianças após a exposição ao acetaminofeno no pré-natal, no pós-parto e com a exposição do parceiro, e cada associação foi mutuamente ajustada.

O uso materno de paracetamol no pré-natal na 18ª semana (n=4415; 53%) e na 32ª semana de gestação (n=3381; 42%) foi associado a maiores chances de ter problemas de conduta (RR 1,42; IC 95% 1,25-1,62) e sintomas de hiperatividade (RR 1,31; IC 95% 1,16-1,49), enquanto o uso materno de acetaminofeno na 32ª semana também foi associado a maiores chances de ter sintomas emocionais (RR 1,29; IC 95% 1,09-1,53) e dificuldades totais (RR 1,46; IC 95% 1,21-1,77).

Este não era o caso do uso materno de paracetamol no pós-parto (n=6916; 89%) ou pelo parceiro (n=3454; 84%). As associações entre o uso materno de paracetamol no pré-natal e todos os domínios do SDQ permaneceram inalterados mesmo após o ajuste para uso materno no pós-natal ou o uso de acetaminofeno pelo parceiro.

As crianças expostas ao acetaminofeno antes do nascimento têm um risco aumentado de múltiplas dificuldades comportamentais e as associações não parecem ser explicadas por fatores comportamentais ou sociais não medidos ligados ao acetaminofeno, já que não são observadas para o uso de acetaminofeno no pós-natal ou o uso pelo parceiro. Embora estes resultados possam ter implicações para a saúde pública, mais estudos são necessários para replicar os resultados e compreender os mecanismos possivelmente envolvidos.

  • JAMA Pediatrics, publicação online, de 15 de agosto de 2016

 

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